Vereador tucano confirma conversa com presidente estadual do Progressistas
Há um zum-zum nos bastidores da política local de que o Progressistas (PP) estaria com um pé dentro do governo do prefeito Jorge Pozzobom (PSDB). Seria uma articulação em nível estadual entre as cúpulas do PSDB (leia-se governador Eduardo Leite) e do PP. O objetivo: fortalecer os laços entre os dois partidos visando além das eleições municipais do próximo ano, mirando 2026.
Sabe-se que Eduardo Leite quer ser candidato a presidente da República, projeto que acabou deixando de lado no ano passado depois de perder a indicação tucana para o então governador de São Paulo, João Dória, em uma convenção bastante conturbada.
Por isso, o interesse de Leite em ter o PSDB próximo de siglas de centro-direita. Esse projeto, evidentemente, passa pelas eleições municipais do ano que vem para chegar forte e viável em 2026.
Briga entre Pozzobom e Cechin seria coisa do passado
Mas e a briga feia nas eleições de 2020 entre Pozzobom e seu vice, Sérgio Cechin (PP), que acabou levando os dois a uma acirrada disputa pela Prefeitura em segundo turno?
Bom, isso seria coisa do passado. Como diz o vereador Admar Pozzobom (PSDB), irmão do prefeito: “Na política não dá para dizer nunca mais. Olha o que o Alckmin (ex-governador de São Paulo) falava do Lula e hoje é o vice do homem”.

Conversa com Bernardi
Aliás, Admar confirma que teve uma conversa sobre essa aproximação com ninguém menos que Celso Bernardi, presidente estadual do PP, militante histórico da sigla, articulador político e respeitado por seus pares. Foi uma conversa informal em 17 de maio, na Assembleia Legislativa, na sessão em homenagem aos 165 anos de Santa Maria.
“Ele me disse que gostaria de uma aproximação”, contou Ademar à coluna. E o prefeito o que diz disso? Bom, Admar diz que o prefeito ainda não tratou o assunto. Mas uma reunião ficou de ser amarrada pelo próprio Bernardi com o prefeito de Santa Maria.
Caminhando juntos em 2024
Já pela parte do PP quem fala é um dirigente influente, membro do diretório. “O que existiu, que ficamos sabendo, é que MDB, PSDB e progressistas estaduais reuniram-se e decidiram estar juntos nos maiores centros do Estado. Mas os diretórios municipais são independentes”.
O que se pode deduzir? Que, se depender mesmo da vontade estadual, de Bernardi e Leite, dificilmente uma reaproximação entre tucanos e progressistas deixará de ocorrer, apesar de eventuais resistências de vereadores do PP em Santa Maria.
TRANSVERSAIS
Ninguém vai querer levar a culpa
A frase também é de um dirigente do PP de Santa Maria sobre o que ele considera fundamental: a união dos partidos de direita e centro para evitar uma vitória do PT para a Prefeitura.
Sabe esse dirigente que o PT virá com força para a disputa municipal, com o deputado Valdeci Oliveira, ex-prefeito da cidade, encabeçando a chapa petista.
“A única defesa que eu faço é a da união. Não dá para dividir. Quem tentar dividir vai carregar a culpa por anos”, diz o dirigente, referindo-se a uma eventual vitória petista.
Base de Pozzobom tem 11 vereadores
A base do prefeito Jorge Pozzobom na Câmara de Vereadores tem 11 integrantes. Os de primeira hora são os três vereadores do PSDB Admar Pozzobom, Givago Ribeiro e Juliano Soares (Juba), Manoel Badke (União Brasil) e Alexandre Vargas (Republicanos).
Depois entraram Delegado Getúlio (Republicanos), Adelar Vargas Bolinha e Rudys Rodrigues, ambos do MDB; Danclar Rossato e Paulo Ricardo, que são do PSB e Luci Tia da Moto, do PDT.
Uma base bastante apertada e, talvez, instável. Até porque no ano que vem alguns desses vereadores estarão em trincheiras diferentes.
Ato convocado sem avisar Bolsonaro

Um ato contra o presidente Lula e o governo petista está sendo convocado para o próximo domingo, 4 de junho, em todo o Brasil.
A ideia surgiu do Movimento Brasil Livre (MBL) em articulação com a deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP). O pretexto é a defesa do mandato do deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR), cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O problema é que bolsonaristas não gostaram do fato de Zambelli e de o MBL não terem falado com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para convocar a manifestação. E chamaram Zambelli de traidora. A deputada chegou a postar uma “desconvocação” nas redes sociais.
Um dos que andou divulgando a convocação do ato foi o ex-deputado estadual santa-mariense Giuseppe Riesgo (Novo), hoje chefe de gabinete do deputado federal Marcel Van Hattem (Novo).
Conforme analistas de veículos da imprensa nacional, como o Estadão, um racha entre direita e centro-direita poderá esvaziar a manifestação. Dar xabu. A conferir, no domingo.

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