ROBSON ZINN – ADVOGADO COM ESPECIALIZAÇÃO E MESTRADO EM POLÍTICAS PÚBLICAS
É inegável a necessidade, para a mobilidade urbana, da imediata finalização das obras da duplicação de 14,5 km das BRs 158 e 287, conhecida como Travessia Urbana de Santa Maria, que começou em 16 de dezembro de 2014. A previsão era finalizar a obra em três anos.
Trata-se de uma obra que se arrasta há quase 8 anos, pois a previsão de finalização seria inicio de 2018 e, lamentavelmente, avança a “passos de tartaruga”, tornando-se um entrave para as demais e necessárias melhorias em seu entorno.
Não há como finalizar uma obra que não possui frente de trabalhos efetivos, pois como usuário diário de referido trecho, percebe-se meia duzia de funcionários apenas com ações paliativas na referida obra.
Recentemente, tivemos jovens vidas ceifadas na rodovia, dada a sua precária sinalização. Mais de uma dúzia de veículos caíram no desvio de acesso ao Bairro Urlândia, que gera engarrafamento nas duas vias do trecho.
Agora, mais recentemente, a intervenção na rótula de acesso da Rua Duque de Caxias, pequena ação sem muita complexidade que se arrasta há mais de 30 dias (obra que poderia ser feita em uma semana) e retém todo o fluxo na rotula da Ângelo Uglilone.
Lá em 2014, quando do início da obra, há de se reconhecer os méritos do ainda deputado federal Paulo Pimenta, principal articulador deste investimento na época dos fatos. Dito isto, o agora ministro Pimenta por certo deve chamar a si a tarefa de capitanear em Brasília o fim desta novela.
Não é hora de falar em escassez de recursos em uma obra que apresenta mais de 90% do seu cronograma executado, porém o restante final da obra deve ser prioridade do governo federal já que trata-se de obra iniciada ainda no segundo mandato de Dilma Rousseff que agoniza nas mesas do DNIT, em Brasília, para efetivamente ser entregue a comunidade da região centro do Estado.

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