MARIONALDO DA COSTA FERREIRA – Consultor para cidades inteligentes
Estou aproveitando este generoso espaço do Paralelo 29 para falar de vários assuntos e temas, porém um, em especial, me enche de motivação diária para aprender e conversar sobre.
São as cidades/municípios. Falar e aprender sobre as cidades/municípios é algo riquíssimo e muito necessário a quem, como eu, ama a vida. As cidades são centros de inovação, por menos que possa parecer.
As cidades/municípios, são o lugar onde as pessoas e os recursos se encontram para gerar inovação. Nas cidades/municípios é onde se cruzam inúmeras histórias de vida.
Cada esquina, cada praça, cada rua ou avenida, assim como cada bar, restaurante ou loja lida com “vidas duplas” formadas pelas vidas que circulam no presente e as memórias de vidas que circularam no passado. Você já parou para pensar isso?
Sim, cada espaço das cidades tem uma história, porque sempre nas cidades existe gente e gente tem histórias. Portanto, ouvir as pessoas significa fortalecer o sentido de pertencimento. Do meu, do eu, do nós. As cidades, como fonte de inovação, podem ser possíveis, sim, quando acreditamos que cada um dos seus moradores é parte dessa história.
Já ouvi muitas coisas nessa minha peregrinação de falar sobre cidades/municípios, algo tipo: “Como vai ouvir cada um dos moradores? É impossível!” Ou então: “As pessoas não querem participar. Não adianta chamá-las para reuniões e encontros”.
A inovação vem do inesperado, de encontros e reuniões que podem debater a cidade que temos. Esses encontros e debates podem não ser em lugares fechados com bom ar-condicionado, mas lá onde as pessoas moram, vivem, convivem.
Para que a cidade/município boa de se viver não seja um conto de fadas, como alcunhou o pesquisador bielorusso Evgeny Morozov. É necessário que ela se inicie com o envolvimento das pessoas da cidade
O Desenvolvimento de uma cidade é uma jornada de longo prazo, com entregas também no curo e médio prazos, e que não pode sofrer interrupções nas sucessivas trocas de prefeito.Se a população se envolve logo no início e compra o projeto como sendo dela, então, ao longo do tempo, ela garante sua continuidade.
Entretanto, devemos sempre lembrar da importância do gestor de plantão, daquele que foi eleito, seja no Executivo ou no Legislativo. Esses são agentes importantíssimos na inovação nas cidades/municípios.
Os vereadores por serem representantes de parte da população são os fiscalizadores das ações do Executivo. Porém, podem ser mais, se forem capazes de pensar quanto é importante a sua representação.
O Executivo, pela sua própria definição de atribuições, é para Executar. Se unirmos os poderes em um objetivo teremos sim uma cidade/município capaz de proporcionar cidadania através da inovação.Por isso, gestores que não conseguem entender que o fazer político em uma cidade mudou não têm condições de mudar a cidade que queremos.

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