O candidato a governador do Rio Grande do Sul pelo PL, Ony Lorenzoni, começou sua propaganda eleitoral com um ataque à condição sexual do ex-governador Eduardo Leite (PSDB), seu adversário no segundo turno. Na primeira inserção, nesta quinta-feira (13), Onyx disse que, se vencer, o Estado terá “uma primeira-dama de verdade”.
Leite é homossexual assumido, tendo, inclusive, falado sobre isso em uma entrevista ao Programa do Bial, na TV Globo, em 1º de julho do ano passado.
“Nesse Brasil com pouca integridade, nesse momento a gente precisa debater o que se é, pra que se fique claro e não se tenha nada a esconder. Eu sou gay, eu sou gay. E sou um governador gay, não sou um gay governador”, disse Leite na entrevista de 2021.
Um dia depois, o presidente Jair Bolsonaro ironizou a entrevista do então governador gaúcho: “O cara, ontem, achando que é o máximo. Bateu no peito, olha, eu assumi. É o cartão de visita para a candidatura dele”, disse Bolsonaro, rindo, durante uma entrevista.
Na época, Leite era pré-candidato a presidente. Ao encerrar a entrevista, Bolsonaro ressaltou: “ninguém tem nada contra a vida particular de ninguém, agora querer importo o seu costume para os outros, não”.

Declaração de Onyx foi na propaganda eleitoral
Em sua propaganda, nesta quinta-feira, Onyx, que apoia a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), disse estar “muito feliz com o resultado obtido no primeiro turno”.
“E tenho certeza que os gaúchos e as gaúchas entenderam que vão ter, se for da vontade deles, do povo gaúcho, um governador e uma primeira-dama de verdade, que são pessoas comuns e que têm uma missão de servir e transformar a vida dos gaúchos para melhor”, diz Onyx na peça veiculada nesta quinta.
Onyx é casado com Denise Verbeling Lorenzoni, personal trainer e ex-assessora parlamentar do senador Davi Alcolumbre (União Brasil) até 2021. Já o ex-governador namora o médico Thalis Bolzan.
Leite reage e condena homofobia em suas redes sociais
Em suas redes sociais, mesmo sem citar a propaganda e o nome do adversário, Leite dá a entender que fora vítima de homofobia.
“Nesses tempos tão difíceis, em que tentam a todo custo nos separar uns dos outros, é motivador ver a sociedade e a opinião pública majoritariamente unidas para condenar demonstrações de homofobia. Não ao preconceito! O amor, o respeito e a tolerância falam mais alto”, escreveu o ex-governador, que tenta retornar ao Palácio Piratini.
Referência ao homossexualismo do tucano vem de 2018
Esta não é a primeira vez que Leite é vítima de ataques homofóbicos. No entanto, em 2018, quando disputou o segundo turno contra o então governador José Ivo Sartori (MDB), os ataques eram feitos em grupos de Whatsapp, de forma anônima.
Na época, havia até uma referência ao “leite Moça”, uma marca tradicional de leite condenado. O então candidato a governado do PSDB aparecia como a “moça” que estampa a lata do produto, num claro ataque à sua homossexualidade.
Ex-governador não se posiciona nem por Lula nem por Bolsonaro
No segundo turno das eleições presidenciais de 2018, Leite declarou apoio ao então candidato Jair Bolsonaro contra Fernando Haddad, então candidato do PT a presidente da República.
No primeiro turno das eleições deste ano, Leite apoiou Simone Tebet (MDB), que era aliada do PSDB. Já no segundo turno, o ex-governador não quis se posicionar entre Lula e Bolsonaro, afirmando que não revelará seu voto. É uma estratégia para não perder votos de bolsonaristas nem de petistas.
(Com informações do G1RS)

No Comment! Be the first one.