Proposta foi feita ao Cpers, que criticou exclusão dos funcionários de escola
Em reunião realizada na tarde desta terça-feira (14) no Palácio Piratini, o governador Eduardo Leite (PSDB) apresentou ao Cpers Sindicato uma proposta de reajuste de 9,45% no piso dos professores estaduais. A entidade não gostou porque a proposta não inclui funcionários de escola e aposentados.
O índice proposto ao magistério incide sobre todos os níveis de carreira dos professores ativos e aposentados, com paridade, e tem um impacto financeiro estimado em R$ 430 milhões neste ano.
Piso mínimo de R$ 4,4 mil para 40 horas
Pela proposta, todos os docentes gaúchos ganharão, no mínimo, o novo piso nacional, de R$ 4.420,55 para 40 horas de trabalho semanais.
“Diante de um cenário de incertezas em relação às receitas do Estado por conta da queda da arrecadação, bem como considerando as limitações da legislação, entendemos que essa é uma proposta adequada para atender a categoria. Estamos fazendo um esforço muito grande para valorizar a carreira de professor, porque a educação é a prioridade do governo”, explicou o governador.
Concurso público neste ano
Leite e a equipe do governo também acordaram com o sindicato que serão conduzidos estudos sobre os efeitos do piso em relação à parcela de irredutibilidade.
O governo sinalizou ao Cpers que será realizado concurso público para contratação de professores, com lançamento de edital previsto inicialmente para a primeira quinzena de março.
Proposta é excludente, diz sindicato
Em seu site, o Cpers Sindicato publicou sua posição, afirmando que “o governo apresentou uma proposta excludente, mais uma vez deixando de fora os funcionários da educação e os aposentados sem paridade”, diz a entidade, que também ressalta que o que foi oferecido “está abaixo dos 14,95%, índice de reajuste do Piso Nacional do Magistério”.
“Uma escola não é feita somente de prédios, cadeiras e professores. Sem os nossos funcionários, as escolas não existem. Esses servidores amargam os piores salários do Estado e perdas que já ultrapassam os 50%. Temos estudos que comprovam que o governo pode, sim, aplicar o reajuste de 14,95% para esta parcela da categoria, assim como para os aposentados sem paridade, que seguem excluídos”, disse a presidente do Cpers Sindicato, Helenir Aguiar Schürer.
(Com informações do governo do RS e do Cpers Sindicato)

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