ALESSANDRA CAVALHEIRO – JORNALISTA
Acompanhei com atenção a Virada ODS 2023, com o tema ‘Vire a chave para o futuro’. O evento aconteceu em São Paulo no último fim de semana. A ideia foi buscar inspirações e observar o que está sendo feito em sustentabilidade na maior cidade do país.
A programação, que teve shows de Maria Rita, Olodum, Nação Zumbi, entre outros artistas, também teve palestras e a participação de artesãos que integram o programa “Mãos e Mentes Paulistanas”, exibindo produtos feitos com ética e respeito aos recursos naturais.
A programação da Virada teve cinco eixos prioritários, baseados em áreas de atuação que concentram esforços para alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Combate ao racismo e à xenofobia; Mudanças climáticas; Acessibilidade e inclusão; População em situação de rua e ESG x ODS.
Pergunto aqui aos queridos leitores: O que pode existir de demoníaco na Agenda 2030? Cabe investir em esforços contrários aos objetivos?
Acontece que em um belo dia do ano de 2015, em Nova Yorque, 193 países, (ou todos os países internacionalmente reconhecidos, ou ainda a civilização atual politicamente organizada) – assinaram esse compromisso, com protagonismo do Brasil e o comprometimento de elevar a condição da humanidade a melhores patamares em 15 anos, ou seja, até 2030.
O que aconteceu com os brasileiros que decidiram demonizar a Agenda 2030, encontrando pontos (não muitos) que defendem ser ‘terríveis’ (sic) e combater o movimento como um todo?
CÁ ENTRE NÓS: Qual é o meu impacto ambiental?
Sim, coisas obviamente benignas são demonizadas e coisas claramente malignas são santificadas nos últimos anos neste país, na esteira da política partidária. Esta política que vem dividindo as pessoas e toda a sociedade em dois discursos opostos (quanta pobreza de espírito!) onde cada um se considera o dono das verdades enquanto os outros são ruins, maus e feios.
Precisamos mesmo virar muitas chaves como civilização, virar a página, partir para um novo capítulo onde o outro é parte e reflexo de mim, e não um ser do satanás o qual devo combater porque pertence a partido x ou Y.
É coisa muito pequena diante dos desafios que temos para sustentar a própria vida e poder assistir, ou participar da construção do futuro que pode não ser o nosso, mas de nossos filhos, netos, bisnetos. As próximas gerações aguardam ansiosas por nossos planos…
Assim, pergunto por que não é cabível ser contra os ODS? Além de ser considerada uma agenda inofensiva, é extremamente benéfica. Estude e tire suas próprias conclusões.
E sem querer ser alarmista, mas numa atitude preventiva, pergunto e quero que você pense seriamente nesta resposta: Em tempos de lockdown climático, quando a cidade precisa parar e fechar portas e janelas porque o clima é extremamente ameaçador, quais serão os seus planos, ou o que você pretende fazer em casa?
Nenhum governo vai orientar você a ficar em casa. O clima vai ditar suas próprias regras e não haverá polêmica quanto a isso. Pense com carinho…
Veja neste vídeo um pouco mais sobre a Agenda 2030 e os ODS.

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