Conforme balanço atualizado da Defesa Civil, 46 ainda estão desaparecidas
A Operação Desaparecidos, deflagrada pela Polícia Civil e outros órgãos de segurança pública, busca identificar e localizar pessoas desaparecidas durante e após a passagem do ciclone extratropical, há uma semana, no Rio Grande do Sul. Os dados atualizados apontam 46 mortes e 46 desaparecidos.
O objetivo é “determinar, com mais clareza e exatidão, o número exato de pessoas não localizadas e auxiliar na busca das pessoas desaparecidas”, diz o governo do Estado.
Conforme os dados atualizados pela Defesa Civil no boletim divulgado na manhã desta segunda-feira (11), 3.130 gaúchos foram resgatados. No entanto, há 30 desaparecidos em Muçum, oito em Lajeado e oito em Arroio do Meio.
Desde sábado (9), os policiais estão realizando diligências nos sete municípios mais atingidos: Arroio do Meio, Cruzeiro do Sul, Encantado, Estrela, Lajeado, Muçum e Roca Sales. Há um esforço concentrado “para esclarecer e sanar eventuais inconsistências nas listas de desaparecidos”.
Dez equipes e 118 agentes públicos
Segundo o governo gaúcho, a Operação Desaparecidos mobiliza 10 equipes, em um total de 35 policiais que trabalham em Porto Alegre e que deslocaram-se para as cidades atingidas. Eles se somam a mais 83 servidores policiais da região, totalizando 118 agentes públicos. Dez viaturas são empregadas na ação.
As equipes estão entrando em contato com familiares de desaparecidos e realizando investigações detalhadas para garantir que o número total seja o mais preciso possível.
Em parceria com o Instituto-Geral de Perícias (IGP), a Polícia Civil notificará as famílias afetadas, iniciando imediatamente o processo de coleta de DNA, fundamental para facilitar a identificação de possíveis vítimas. Os dados serão disponibilizados de forma informatizada para que outros órgãos possam acessar e contribuir para a resolução da situação.
O chefe da Polícia Civil, Fernando Sodré, enfatizou a importância da colaboração e coordenação entre as várias instituições envolvidas nesse esforço conjunto.
“Estamos à frente na busca pela precisão dos números de desaparecidos, mas também estamos trabalhando em estreita colaboração com outras instituições. Vamos compartilhar nossos números para que todos possam acessar as informações necessárias”, afirmou.
(Com informações do governo do RS)

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