CUCA VICEDO – Publicitária e comentarista de Cinema
Já foram muitas versões sonre a bela Marilyn Monroe que estrearam no cinema, na televisão, em obras literárias e em fotografias. A vida real de Norma Jean, com certeza, só ela sabia.
A nova onda da moda é a biografia que estreou no streaming Netflix, Blonde. O filme traz a atriz cubana Ana de Armas com uma semelhança física idêntica com Marilyn, e existem imagens que realmente espelham muito a verdadeira. Ponto a favor da ótima fotografia, que é o ponto alto do filme. É belíssimo o registro identificando as fotografias feitas nos anos 50 e 60 de Marilyn, sua vida e seus parceiros.
Outro grande ponto favorável é o elenco de apoio com Adrien Brody e Bobby Cannavale como os dois maridos da atriz, Arthur Miller e como a própria Marilyn dizia, “os homens casam com Marilyn mas vão pra cama com Norma Jean”. Essa era a alegação para seus fracassos no casamento.
Mas o filme dirigido e roteirizado por Andrew Dominik e produzido pela PLAN B de Brad Pitt, nos apresenta uma Marilyn perdida, neurótica, vulgar e fútil. Uma versão machista que faz questão de expor a Marilyn nua e crua, fisicamente e psicologicamente.
Marilyn, com certeza, foi uma atriz usada e abusada pelos estúdios e empresários, que nunca aparecem. Era doente e cansada emocionalmente. Foi um produto que rende frutos até hoje para alguém. E por ter sido uma mulher sozinha e não ter ninguém para defende-la, ainda continuam a abusar dessa imagem. Cenas ridículas como o encontro com John Kennedy são sórdidas e desmoralizam ambos, independentemente do que representaram na época em que viveram.
O maior pecado de Marilyn foi ser linda. Seu legado foi ter deixado imagens tão belas até hoje. Volto a dizer que Blonde tem na sua fotografiao melhor, confirmando que atrizes hoje não têm metade da beleza que ela tinha. Um filme mais profundo traria sua preocupação em focar nas dificuldades em ser uma atriz respeitada e nunca ter conseguido por ser a imagem vulgar que trazia lucros, o que continua até hoje. Mas também fica outro ponto positivo do filme que são as ótimas interpretações de Julianne Nicholson e Lily Fisher, como a mãe e a versão infantil de Marilyn (ou Norma Jean).
Fica a dica, se você ainda não viu. Mas, se você buscar por algo mais verdadeiro no mesmo streaming Netflix, encontrará o documentário “O Mistério de Marilyn Monroe: Gravações inéditas”. Em termos de história é bem melhor.

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